segunda-feira, 20 de Julho de 2009
O amor é lindo... ou talvez não
terça-feira, 7 de Abril de 2009
«O Japão É Um Lugar Estranho», de Peter Carey

Peter Carey, o mais famoso novelista australiano da actualidade (autor de «Oscar e Lucinda» e «Jackpot - Um Rapaz Cheio de Sorte») e premiado com dois Man Booker, narra em «O Japão É Um Lugar Estranho» as experiências vividas na Terra do Sol Nascente, uma viagem motivada pela descoberta, pelo escritor, da manga (banda desenhada produzida no Japão e um dos géneros literários mais populares naquele país) e filmes anime e fascínio subsequente por estas manifestações artísticas nipónicas — a nível estético e pela forma como, positivamente, reflectem e subvertem a tradição e a História daquele país.
Na companhia do seu filho Charley, fã incondicional dos mangas de Akira e dos animes Mobile Suit Gundam, exploram personagens e lugares, num roteiro difícil de adivinhar. Procurando entender os significados mais profundos da manga e do anime, irão também tentar desvendar, muitas vezes com efeitos caricatos, o sentido do "Verdadeiro Japão".
O tema principal do livro reside no contraste entre o filho, mais interessado na banda desenhada e entretenimento tecnológico disponíveis em Tóquio, e o pai, curioso em aprofundar o seu conhecimento acerca da História e tradição japonesas. Nesse processo, Carey não esconde o seu espanto ao constatar, a certa altura, que estes fenómenos estão menos afastados do que a princípio imaginava, deixando a nu as dificuldades do autor em entender, enquanto estrangeiro, a genuína cultura do Japão.
«O Japão É Um Lugar Estranho» proporciona uma agradável leitura até (infelizmente) aos seus dois últimos capítulos. Talvez como resultado do próprio desencantamento do escritor relativamente às suas expectativas para aquela viagem, o livro apresenta um desenlace apressado e quase abrupto. Todavia, a intenção de Peter Carey em incentivar o conhecimento pessoal de qualquer assunto que nos suscite interesse domina a obra de uma ponta à outra. Tanto no texto como numa citação, de Agostinho de Hipona, patente na sua contra-capa, e que não resisto em aqui transcrever: «O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa lêem apenas uma página».
quarta-feira, 1 de Abril de 2009
"O" livro
Como tenho andado um bocado "esquecida", só agora venho aqui a minha muito pessoal crítica literária daquele que foi "o" livro que li em 2008. Foi no final do ano, por isso acho que ainda está na validade (lol).sexta-feira, 27 de Março de 2009
Livros portugueses
quinta-feira, 26 de Março de 2009
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quarta-feira, 18 de Março de 2009
«Meridiano de Sangue», de Cormac McCarthy

Descobri a literatura de Cormac McCarthy após o sucesso que a adaptação cinematográfica de ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS, pelos irmãos Coen, alcançou mundialmente. Autor septuagenário e com uma bibliografia que atravessa quatro décadas, «MERIDIANO DE SANGUE» constitui o seu primeiro livro a que dediquei tempo para ler. Algumas fontes diziam-me que não se tratava da melhor obra para uma "iniciação" ao escritor norte-americano; contudo, algo atraiu-me profundamente — desde o enigmático título ao género (i.e, o Western, para o qual nutro uma rejuvenescida afeição) aqui defendido.
E «MERIDIANO DE SANGUE» não me decepcionou. Embora seja necessária alguma coragem para enfrentar a franca e implacável violência dos cenários e situações descritas por McCarthy, o romance abrange uma variedade de temas (históricos, religiosos e filosóficos) para exortar à reflexão sobre a natureza destrutiva do Homem. E esse repto está presente da primeira à última página, durante o qual acompanhamos o seu adolescente protagonista — identificado apenas como 'rapaz' — que, após fugir de casa, ingressa num grupo de mercenários americanos, liderados pelo sombrio Capitão White e pagos para (literalmente...) dizimar tribos indígenas junto à fronteira com o México.
Situado nos meados do Séc. XIX, é um retrato nu e cru do Oeste Selvagem, cuja violência que o caracteriza encontra em «MERIDIANO DE SANGUE» o seu expoente máximo. E mais chocados ficamos se pensarmos que tudo o que é descrito neste livro baseia-se numa extensa investigação histórica, levada a cabo por Cormac McCarthy, ao esqueleto da nação que hoje conhecemos como Estados Unidos da América...
segunda-feira, 9 de Março de 2009
Páginas em branco?!?
Hummm, será que ninguém anda a ler um livrinho, que possa aqui relatar?
Eu faço o mea culpa, por acaso não tenho tido tempo, mas há por aqui malta que há muito não lê para nós.
Va lá, não deixem os livros e a vontade de ler, não deixem a vontade de escrever por aqui, nem que seja sobre páginas soltas...
quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009
COMO COMEMOS - Porque as nossas escolhas alimentares fazem a diferença
Sim, COMO COMEMOS tem impacto a todos os níveis. A forma como confeccionamos, os ingredientes que escolhemos, o que desperdiçamos, tudo tem consequências, e pode influênciar o futuro da humanidade e do planeta.
A quantidade de carne e peixe que comemos não é compativel com um bom equilibrio ecologico. Para serem produzidas tantas toneladas de carne, o planeta é sacrificado ao ponto da destruição completa de terrenos, águas fluviais e atmosfera.
O livro que proponho é de fácil leitura apesar das suas 390 páginas. Embora seja um livro bastante americanizado consegue transmitir uma mensagem importante sem o sensacionalismo caracteristico dos americanos.
Os autores colocam-nos questões pertinentes através do percurso que vão traçando enquanto acompanham 3 familias distintas, com hábitos de consumo diferenciados:
- A familia com a dieta americana padrão;
- A familia criteriosa que opta por certificações biologicas e condições humanas de criação;
- A familia Vegan (um extremo de vegetarianismo).
No Brasil, o mesmo livro tem como título "A Ética da Alimentação".
No fundo tudo se resume a ética. Bioética.
O capitulo introdutório começa assim:
"Normalmente, não pensamos naquilo que comemos como uma questão ética."
De facto, para nós a ética está ligada a moral, a religião. Aos 7 pecados mortais. Mas... será ético explorar os animais, submetê-los a condições desumanas numa industria alimentar que deixou de respeitar o sofrimento doutros seres para além do nosso?
Será ético comprar produtos que exploram mão-de-obra infantil ou que não dão condições dignas aos seus trabalhadores?
O que me satisfez no livro foi sentir que não se aponta o dedo a ninguém, nem a nenhuma forma de estar. Não se critica. Mas ajuda-nos a ver mais além, a alargar horizontes. Aconselha-nos a levantar os olhos do prato e procurar conhecer a origem: de onde veio o produto que comemos, como foi criado, morto, importado, conservado até chegar à nossa mesa.
Será que podemos confiar nas certificações? Que certificações existem? O que significa "Produto biologico"? O que significa "Produto ecológico"?
Na minha opinião, não temos de ser extremistas, radicais, mas podemos moderar o nosso consumo de carne e peixe, diversificando a nossa alimentação, em prol da sustentabilidade e da nossa saúde. Há que estimar o planeta que temos porque não há outro. Gerir bem os recursos porque já somos demasiados, a fome alastra e as fontes de alimento estão a ser destruidas pela sobrexploração.
Não havia necessidade de deixar de comer carne, se todos comessem menos, se houvesse tempo para deixar crescer o animal num ambiente saudável. Acredito que todo o sofrimento vivido pelo animal passa para nós através da cadeia alimentar. As doenças, os medos, as depressões não são mais do que consequência da forma como nos alimentamos e de como vivemos.
quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
Feliz 2009
E porque vem aí um novo ano, adequa-se uma nova "roupa".
terça-feira, 23 de Dezembro de 2008
Marketing e Milan Kundera...nada a ver
Para já, faço sempre questão de ter dois géneros de livros em cima da minha mesinha de cabeceira. Um de componente mais técnica que verse precisamente técnicas do jornalismo e de comunicação, áreas que desde muito cedo despertam o meu interesse…até porque abracei a profissão durante nove anos. E ao fim de algum tempo fora da faculdade, sinto a necessidade de rever conteúdos. Agora a trabalhar noutra área, outras matérias têm vindo a despertar a minha curiosidade. Ao lado do técnico, o romance para descontrair das pressões do quotidiano. Para lembrar também novos vocábulos, mais leves, por exemplo.
“As Novas Regras de Marketing e Relações Públicas” de David Meerman Scott é a mais recente aquisição da minha biblioteca. E não me arrependo. Li o livro em duas noites. Numa linguagem simples e escorreita, David Scott fala directamente com o leitor acerca da sua experiência, dando dicas adequadas ao Século XXI, onde a era das novas tecnologias, novas formas de comunicação e de expressão, como os blogues, assumem cada vez maior importância, não só em termos de relações públicas como institucionais, pelo que aconselho sem dúvida aos profissionais da área darem uma vista de olhos. Embora não hajam grandes novidades propriamente ditas, ajuda-nos a ver melhor como utilizar as ferramentas que o dia a dia acaba por nos oferecer…
Quanto ao outro livro, este, desta vez até foi-me “impingido”…”O Livro do Riso e do Esquecimento” de Milan Kundera, autor que admiro muito particularmente não só pelo seu percurso de vida, mas por ser ele também quem escreveu o meu livro preferido: “A Insustentável Leveza do Ser”. Daí que não foi propriamente um sacrifício aceitar dar uma olhada…descomprimir das fraldas e das birras do pequeno grande amor da minha vida, soube bem. São várias histórias de amor, quase que inacreditáveis e simultaneamente verdadeiras, principalmente se temos em conta o seu olhar masculino e simultâneamente crítico da opressão. Uma surpresa a cada página que se vira, sem dúvida alguma. Acabei de o ler com vontade de ler mais...
Et voilá! Não foram duas noites, mas duas semanas.
E pronto! Comecei tarde e a falar demais. Teria muito mais para dizer, mas daqui a pouco seria mais um livro sobre o livro. UM Bom Natal e boas leituras!
PS – Já agora, aconselho “Marley e Eu”. A Carla Dias emprestou-me e fiquei encantada! É uma óptima oferta de Natal! (juntamente com uma caixinha de kleenex) Depois do Natal trago-vos “Sputnik, meu amor” um livro pelo qual não dava nada, sobretudo depois de tentar ler “Em Busca do Carneiro Selvagem” de Haruki Murakami.



