segunda-feira, 20 de Julho de 2009

O amor é lindo... ou talvez não

Na minha demanda por escritores portugueses, volto novamente ao Domingos Amaral. Agora, o primeiro livro do autor (de 1998), mas que só agora li. "Amor à primeira vista".
Já aqui confessei o meu gosto e interesse pelas crónicas e livros de Domingos Amaral. São simples, embora de certa forma complexos, têm um humor por vezes sórdido mas que funciona e exibem uma escrita limpa que nos envolve e fascina.
Quando comprei "amor à primeira vista" não fiquei muito fascinada. Talvez pelo título. Mas quando li a sinopse não tive dúvidas. Era um "must have!". Pelo autor e pela descrição.
Combina uma história de amor, nem sempre correspondida. Que depois se transforma num triângulo amoroso e que, claro, não acaba muito bem.
Depois, porque inclui uma investigação jornalística, o que só por si apelou aos meus instintos mais "profissionais".
Se me tinha deliciado "enquanto Salazar dormia" apaixonei-me à primeira vista.
Raquel é uma apresentadora de televisão que apresenta um programa "piroso" que dá nome ao romance, mas também faz antever a certa altura que algo se vai passar desde a primeira entrevista que um certo e determinado jornalista lhe faz. A partir daí o amor acontece, mas o jornalista descobre a certa a altura que está envolvido num triângulo amoroso. Ainda por cima através de uma revista "cor-de-rosa". É também numa dessas revistas que reside a "chave" do mistério dos quadros vendidos a um brasileiro que afinal vão parar a casa de um ministro que é responsável pelas negociações para a construção do novo aeroporto de Lisboa (é actual ainda por cima!).
Entre a investigação jornalística e o triângulo amoroso... há algumas mortes a lamentar e um "amor à primeira vista" que foi mesmo "à séria".

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terça-feira, 7 de Abril de 2009

«O Japão É Um Lugar Estranho», de Peter Carey



Peter Carey, o mais famoso novelista australiano da actualidade (autor de «Oscar e Lucinda» e «Jackpot - Um Rapaz Cheio de Sorte») e premiado com dois Man Booker, narra em «O Japão É Um Lugar Estranho» as experiências vividas na Terra do Sol Nascente, uma viagem motivada pela descoberta, pelo escritor, da manga (banda desenhada produzida no Japão e um dos géneros literários mais populares naquele país) e filmes anime e fascínio subsequente por estas manifestações artísticas nipónicas — a nível estético e pela forma como, positivamente, reflectem e subvertem a tradição e a História daquele país.

Na companhia do seu filho Charley, fã incondicional dos mangas de Akira e dos animes Mobile Suit Gundam, exploram personagens e lugares, num roteiro difícil de adivinhar. Procurando entender os significados mais profundos da manga e do anime, irão também tentar desvendar, muitas vezes com efeitos caricatos, o sentido do "Verdadeiro Japão".

O tema principal do livro reside no contraste entre o filho, mais interessado na banda desenhada e entretenimento tecnológico disponíveis em Tóquio, e o pai, curioso em aprofundar o seu conhecimento acerca da História e tradição japonesas. Nesse processo, Carey não esconde o seu espanto ao constatar, a certa altura, que estes fenómenos estão menos afastados do que a princípio imaginava, deixando a nu as dificuldades do autor em entender, enquanto estrangeiro, a genuína cultura do Japão.

«O Japão É Um Lugar Estranho» proporciona uma agradável leitura até (infelizmente) aos seus dois últimos capítulos. Talvez como resultado do próprio desencantamento do escritor relativamente às suas expectativas para aquela viagem, o livro apresenta um desenlace apressado e quase abrupto. Todavia, a intenção de Peter Carey em incentivar o conhecimento pessoal de qualquer assunto que nos suscite interesse domina a obra de uma ponta à outra. Tanto no texto como numa citação, de Agostinho de Hipona, patente na sua contra-capa, e que não resisto em aqui transcrever: «O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa lêem apenas uma página».

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quarta-feira, 1 de Abril de 2009

"O" livro

Como tenho andado um bocado "esquecida", só agora venho aqui a minha muito pessoal crítica literária daquele que foi "o" livro que li em 2008. Foi no final do ano, por isso acho que ainda está na validade (lol).
O livro tem um bocadinho de tudo. Tem História, tem espiões, tem mulheres bonitas, tem sexo, tem encontros e desencontros e tem, acima de tudo, uma escrita excepcional.
O jornalista Domingos Amaral conseguiu prender-me até à última linha do último capítulo, com a forma característica com que nos transporta para um tempo que não foi nosso (pelo menos meu) com a simplicidade de quem conta uma estória, mas com a perfeição de quem quer contar todos os pormenores da teia da Grande História da II Guerra Mundial.
O livro começa com a visita de Jack Gil a Lisboa, para o casamento do neto. É esta visita que lhe lembra todas as histórias passadas entre 1941 e 1945, durante a II Guerra Mundial. A vida enquanto espião inglês, as mulheres que amou e viu partir, a Lisboa da época onde chegavam refugiados e outros espiões... Tudo enquanto o regime fascista de Salazar estava no poder, numa "indecisão" enquanto decidia quem apoiar nesta Guerra Mundial.
Durante esta viagem por este tempo conturbado, Jack vê no neto o confidente destas estórias de espiões, onde acaba por confessar quem é (ou foi) a esposa. Pois, dadas as aventuras amorosas... só no final se descobre com quem ficou Jack!
É portanto, também uma história de amor.
Gostei da escrita, gostei do autor (tanto, que já tenho na mesinha de cabeceira o "já ninguém morre de amor"), gostei da forma fluida como se entrelaçam as histórias do livro...
Adorei!

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sexta-feira, 27 de Março de 2009

Livros portugueses

Uns dias depois do Dia do Livro e do Autor Português, acabei de lei a "o cavaleiro da ilha do Corvo", o primeiro romance do investigador Joaquim Fernandes.
Confesso que apesar de não gostar muito de História, gosto das pequenas "histórias" que compõem o todo do tempo passado. Em especial quando dizem respeito ao local onde vivo e que gosto sempre de conhecer um pouco mais. Por motivos profissionais, tomei conhecimento desta obra e fiquei curiosa para a ler.
No entanto, considero que deixou um pouco a desejar perante as minhas expectativas.
Quando comecei a ler o livro, achei logo que aquilo me era demasiado parecido, como se já tivesse lido algo parecido. "O Código Da Vinci" veio-me logo à cabeça. É demasiado parecido: um mistério, um casal (mais ou menos giro e com empatia) e uns mauzões atrás de quem quer desvendar o mistério. No entanto, ao contrário do "código" este primeiro romance de Joaquim Fernandes não é tão empolgante.
Achei no entanto interessante saber um pouco mais de história, uma vez que o livro remete para cartas, mapas e documentos que existem mesmo e que fazem referência à estátua que no século XV, quando os portugueses descobriram a ilha do Corvo, já lá estava apontado para as Américas. Uma estátua em pedra que representava um homem em cima de um cavalo.
A enigmática estátua equestre, com características do Norte de África, aparece documentada por vários historiadores e humanistas da época.
É então que Michael Serpa e Lúcia Lacroix se encontram e tentam desvendar o mistério que põe em causa a descoberta do "mundo novo" por parte dos portugueses.
Há alguns contratempos à mistura e a investigação anda de trás para a frente, mas no fim conseguem descobrir quem estava por detrás da tentativa de eliminar todas as pistas que levassem ao verdadeiro desfecho da história: os Cristóforos. E para isso, inevitavelmente quem tentou eliminar as provas e tentou chantageá-los, acaba por morrer.
É um livro engraçado porque nos leva pela história a descobrir documentos (que o autor garante serem verdadeiros) e nos dão a conhecer um pouco mais destas ilhas perdidas no meio do Atlântico.
Há contudo algumas (pelo menos duas) imprecisões que detectei no livro. Nomeadamente quando o investigador americano com ascendência açoriana chega para um seminário em Ponta Delgada. "Era como se vestisse agora mais do que uma pele. E foi essa outra, mais sensível, que sentiu ao passar sob as Portas da Cidade, tripla arcada e plataforma (...). O seu espanto continuou, logo após, ao sobrevoar a lagoa das Sete Cidades, um espelho líquido (...).
Noutra passagem, quando os dois investigadores se encontram num seminário na universidade dos Açores, em Ponta Delgada. Estando eles alojados na Estalagem da Rosa, nos arredores de Ponta Delgada, eis que a certa altura do livro se pode ler "Caminharam para a saída das instalações do campus, esperando transporte para a Praia da Vitória, onde os oradores e convidados haviam sido alojados".
Primeiro quem chega ao aeroporto de Ponta Delgada ou vê apenas as Portas da Cidade e aterra no aeroporto, ou vê a lagoa das Sete Cidade e depois as Portas da Cidade. Depois, se estão em Ponta Delgada, São Miguel, e estão alojados nos arredores da cidade, não é possível irem na mesma hora para a Praia da Vitória... mas pronto.
Tirando isso, o livro lê-se bem embora não seja assim muuuuito empolgante. É razoável.

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quinta-feira, 26 de Março de 2009

Skoob



Parece o Hi5 dos livros. Depois do registo, podemos escolher livros favoritos e conhecer as opiniões dos outros membros.

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quarta-feira, 18 de Março de 2009

«Meridiano de Sangue», de Cormac McCarthy



Descobri a literatura de Cormac McCarthy após o sucesso que a adaptação cinematográfica de ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS, pelos irmãos Coen, alcançou mundialmente. Autor septuagenário e com uma bibliografia que atravessa quatro décadas, «MERIDIANO DE SANGUE» constitui o seu primeiro livro a que dediquei tempo para ler. Algumas fontes diziam-me que não se tratava da melhor obra para uma "iniciação" ao escritor norte-americano; contudo, algo atraiu-me profundamente — desde o enigmático título ao género (i.e, o Western, para o qual nutro uma rejuvenescida afeição) aqui defendido.

E «MERIDIANO DE SANGUE» não me decepcionou. Embora seja necessária alguma coragem para enfrentar a franca e implacável violência dos cenários e situações descritas por McCarthy, o romance abrange uma variedade de temas (históricos, religiosos e filosóficos) para exortar à reflexão sobre a natureza destrutiva do Homem. E esse repto está presente da primeira à última página, durante o qual acompanhamos o seu adolescente protagonista — identificado apenas como 'rapaz' — que, após fugir de casa, ingressa num grupo de mercenários americanos, liderados pelo sombrio Capitão White e pagos para (literalmente...) dizimar tribos indígenas junto à fronteira com o México.

Situado nos meados do Séc. XIX, é um retrato nu e cru do Oeste Selvagem, cuja violência que o caracteriza encontra em «MERIDIANO DE SANGUE» o seu expoente máximo. E mais chocados ficamos se pensarmos que tudo o que é descrito neste livro baseia-se numa extensa investigação histórica, levada a cabo por Cormac McCarthy, ao esqueleto da nação que hoje conhecemos como Estados Unidos da América...

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segunda-feira, 9 de Março de 2009

Páginas em branco?!?

Hummm, será que ninguém anda a ler um livrinho, que possa aqui relatar?
Eu faço o mea culpa, por acaso não tenho tido tempo, mas há por aqui malta que há muito não lê para nós.

Va lá, não deixem os livros e a vontade de ler, não deixem a vontade de escrever por aqui, nem que seja sobre páginas soltas...

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quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

COMO COMEMOS - Porque as nossas escolhas alimentares fazem a diferença

Sim, COMO COMEMOS tem impacto a todos os níveis. A forma como confeccionamos, os ingredientes que escolhemos, o que desperdiçamos, tudo tem consequências, e pode influênciar o futuro da humanidade e do planeta.

A quantidade de carne e peixe que comemos não é compativel com um bom equilibrio ecologico. Para serem produzidas tantas toneladas de carne, o planeta é sacrificado ao ponto da destruição completa de terrenos, águas fluviais e atmosfera.

O livro que proponho é de fácil leitura apesar das suas 390 páginas. Embora seja um livro bastante americanizado consegue transmitir uma mensagem importante sem o sensacionalismo caracteristico dos americanos.


Os autores colocam-nos questões pertinentes através do percurso que vão traçando enquanto acompanham 3 familias distintas, com hábitos de consumo diferenciados:

  • A familia com a dieta americana padrão;
  • A familia criteriosa que opta por certificações biologicas e condições humanas de criação;
  • A familia Vegan (um extremo de vegetarianismo).

No Brasil, o mesmo livro tem como título "A Ética da Alimentação".

No fundo tudo se resume a ética. Bioética.

O capitulo introdutório começa assim:
"Normalmente, não pensamos naquilo que comemos como uma questão ética."

De facto, para nós a ética está ligada a moral, a religião. Aos 7 pecados mortais. Mas... será ético explorar os animais, submetê-los a condições desumanas numa industria alimentar que deixou de respeitar o sofrimento doutros seres para além do nosso?

Será ético comprar produtos que exploram mão-de-obra infantil ou que não dão condições dignas aos seus trabalhadores?

O que me satisfez no livro foi sentir que não se aponta o dedo a ninguém, nem a nenhuma forma de estar. Não se critica. Mas ajuda-nos a ver mais além, a alargar horizontes. Aconselha-nos a levantar os olhos do prato e procurar conhecer a origem: de onde veio o produto que comemos, como foi criado, morto, importado, conservado até chegar à nossa mesa.

Será que podemos confiar nas certificações? Que certificações existem? O que significa "Produto biologico"? O que significa "Produto ecológico"?

Na minha opinião, não temos de ser extremistas, radicais, mas podemos moderar o nosso consumo de carne e peixe, diversificando a nossa alimentação, em prol da sustentabilidade e da nossa saúde. Há que estimar o planeta que temos porque não há outro. Gerir bem os recursos porque já somos demasiados, a fome alastra e as fontes de alimento estão a ser destruidas pela sobrexploração.


Não havia necessidade de deixar de comer carne, se todos comessem menos, se houvesse tempo para deixar crescer o animal num ambiente saudável. Acredito que todo o sofrimento vivido pelo animal passa para nós através da cadeia alimentar. As doenças, os medos, as depressões não são mais do que consequência da forma como nos alimentamos e de como vivemos.

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quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Feliz 2009

E porque vem aí um novo ano, adequa-se uma nova "roupa".

Espero que 2009 seja um ano de concretizações e que as leituras façam parte da vida de todos nós.

Sejam felizes e continuem a ler, muito! E claro, a escrever neste espaço :)

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terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Marketing e Milan Kundera...nada a ver


Sou leitora deste blogue há já dois anos e ainda não escrevi uma linha sequer acerca dos livros que têm passado pela minha mesinha de cabeceira. E de facto são muitos os que lá se vão acomodando empilhados em cima uns dos outros, mas poucos também os que me têm inspirado ultimamente. Se calhar pelo trabalho, por ter de cuidar do meu filho, mas é certo que não consigo estar muito tempo afastada dos livros. Fazem falta. São um bem infinito à Alma.
Para já, faço sempre questão de ter dois géneros de livros em cima da minha mesinha de cabeceira. Um de componente mais técnica que verse precisamente técnicas do jornalismo e de comunicação, áreas que desde muito cedo despertam o meu interesse…até porque abracei a profissão durante nove anos. E ao fim de algum tempo fora da faculdade, sinto a necessidade de rever conteúdos. Agora a trabalhar noutra área, outras matérias têm vindo a despertar a minha curiosidade. Ao lado do técnico, o romance para descontrair das pressões do quotidiano. Para lembrar também novos vocábulos, mais leves, por exemplo.
“As Novas Regras de Marketing e Relações Públicas” de David Meerman Scott é a mais recente aquisição da minha biblioteca. E não me arrependo. Li o livro em duas noites. Numa linguagem simples e escorreita, David Scott fala directamente com o leitor acerca da sua experiência, dando dicas adequadas ao Século XXI, onde a era das novas tecnologias, novas formas de comunicação e de expressão, como os blogues, assumem cada vez maior importância, não só em termos de relações públicas como institucionais, pelo que aconselho sem dúvida aos profissionais da área darem uma vista de olhos. Embora não hajam grandes novidades propriamente ditas, ajuda-nos a ver melhor como utilizar as ferramentas que o dia a dia acaba por nos oferecer…

Quanto ao outro livro, este, desta vez até foi-me “impingido”…”O Livro do Riso e do Esquecimento” de Milan Kundera, autor que admiro muito particularmente não só pelo seu percurso de vida, mas por ser ele também quem escreveu o meu livro preferido: “A Insustentável Leveza do Ser”. Daí que não foi propriamente um sacrifício aceitar dar uma olhada…descomprimir das fraldas e das birras do pequeno grande amor da minha vida, soube bem. São várias histórias de amor, quase que inacreditáveis e simultaneamente verdadeiras, principalmente se temos em conta o seu olhar masculino e simultâneamente crítico da opressão. Uma surpresa a cada página que se vira, sem dúvida alguma. Acabei de o ler com vontade de ler mais...
Et voilá! Não foram duas noites, mas duas semanas.

E pronto! Comecei tarde e a falar demais. Teria muito mais para dizer, mas daqui a pouco seria mais um livro sobre o livro. UM Bom Natal e boas leituras!

PS – Já agora, aconselho “Marley e Eu”. A Carla Dias emprestou-me e fiquei encantada! É uma óptima oferta de Natal! (juntamente com uma caixinha de kleenex) Depois do Natal trago-vos “Sputnik, meu amor” um livro pelo qual não dava nada, sobretudo depois de tentar ler “Em Busca do Carneiro Selvagem” de Haruki Murakami.

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